• ter. maio 10th, 2022

Europa oferece caças à Ucrânia depois de Putin colocar forças nucleares em alerta

Otan chama escalada de irresponsável; EUA e França pedem saída de cidadãos da Rússia

De sábado (26) para domingo (27), 150 mil pessoas fugiram da Ucrânia. O total de refugiados já chega a 368 mil. Pessoas que encontram a paz na Hungria, na Romênia, na Moldávia e, a grande maioria, na Polônia.

Refugiados começam a se acumular na fronteira. Cada um tem uma história, uma dificuldade. Em comum para todo mundo? A fome e o frio. A jornada até a fronteira é infernal. Muitos estão levando 20, 30, 40 horas ao todo. A saída da Ucrânia muitas vezes começa de trem. De carro, mal se anda. As pessoas que conseguem chegar na porta da Polônia dão de cara com mais um caos.

Muitas famílias estão se separando na fronteira. É que os homens ucranianos entre 18 e 60 anos não estão podendo sair. Precisam ficar no país para lutar contra os russos.

Do lado polonês da fronteira, um policial explicou que a prioridade para pegar o ônibus é de mulheres e crianças, e que a nacionalidade dos refugiados não importa.

Enquanto isso, alguns fazem o caminho inverso. Neste domingo (27), quarto dia de guerra, um grupo de ucranianos está indo lutar. São homens que vivem em outros países da Europa e se sentiram na obrigação de voltar para casa para enfrentar os russos.

Na reportagem acima, os correspondentes Rodrigo de Carvalho, Ross Salinas e Ernani Lemos acompanharam mais um dia na saga de quem morava na Ucrânia e deixou tudo para tentar sobreviver.

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Milhares de pessoas em Berlim ocupam as ruas contra a guerra na Ucrânia ocasionada após a invasão da Rússia, na última quinta-feira (24). As pessoas se reúnem no parque Tiergarten, localizado no centro da capital alemã, e em frente do Portão de Brandemburgo, onde ficavam pregados os estandartes da suástica na segunda guerra mundial.

Cartazes com corações decorados pela bandeira da Ucrânia, símbolos da paz e placas com a pomba da paz, além de dizeres, como “stop, Putin” (pare Putin, em tradução livre) são levantados pelos manifestantes. Segundo a polícia local, mais de 100 mil pessoas ocupam as ruas em Berlim.

Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM, em entrevista à CNN, afirma que “o peso da opinião pública vai empurrar os governos à um apoio mais efetivo à Ucrânia”.

“Ucranianos: Você é bem-vindo aqui!” gritou um dos oradores enquanto a multidão aplaudia. Mais de 368 mil refugiados, principalmente mulheres e crianças, fugiram dos combates para países vizinhos, disse a agência de refugiados da ONU neste domingo (27), citando dados fornecidos por autoridades nacionais.

O serviço de trem e metrô foi interrompido em algumas partes da capital alemã quando milhares de pessoas se dirigiram ao Portão de Brandemburgo.

As manifestações aconteceram depois do chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, afirmar ao parlamento alemão, na manhã deste domingo (27), que destinará mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para defesa e que  irá entregar armamentos para que a Ucrânia se defenda do ataque russo.

Outros países, como a França, Inglaterra o Brasil, também tiveram manifestações a favor da Ucrânia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu que pessoas de todo o mundo se juntem à luta contra a Rússia. Ele quer que as autoridades entendam que há um pedido das pessoas para que o confronto na Ucrânia acabe.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, também ecoou o apelo, twittando no domingo:

“Estrangeiros dispostos a defender a Ucrânia e a ordem mundial como parte da Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, eu os convido a entrar em contato com as missões diplomáticas estrangeiras da Ucrânia em seus respectivos países. Juntos derrotamos Hitler e derrotaremos Putin também.”

*Com informações de Olga Pavlova e Ivana Kottasová, da CNN

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